Área de sequestro de carbono da Novartis: Retorno Social sobre o Investimento

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A história de um retorno sobre o investimento de 780%. Investir em projetos florestais gera valor muito além do sequestro de gases de efeito estufa.

Para cada dólar americano investido pela Novartis em cada uma das quatro áreas de sequestro de carbono, uma média de USD 7,8 em valor social é gerada graças à mitigação das mudanças climáticas, aos serviços ecossistêmicos, à geração de emprego local e aos meios de subsistência de pequenos produtores. Além do objetivo inicial de mitigar as mudanças climáticas, essas áreas de sequestro de carbono também apoiam diversos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS) e promovem modelos de negócio mais sustentáveis.

Baixe aqui o estudo de caso

É comum que empresas invistam em atividades e projetos com o objetivo de gerar impacto positivo. Essas atividades podem fazer parte do core business ou ser totalmente separadas dele (às vezes atividades filantrópicas ou investimentos de “RSC”). Nem é preciso dizer que as empresas raramente questionam o benefício gerado. Grande parte das comunicações sobre esses projetos foca em empregos criados, hectares de terra ou floresta protegidos, número de pessoas capacitadas ou horas de educação oferecidas, entre outros indicadores.

O maior problema começa quando uma parte interessada, ou a mídia, descobre que os empregos criados mal garantem um salário digno, ou que os hectares de floresta protegidos na verdade excluem as comunidades vizinhas.

A maioria dos indicadores mencionados acima são apenas alcances (output) da atividade, e não garantem que a vida das pessoas envolvidas tenha mudado de forma significativa para melhor. Na verdade, ela pode até mudar para pior, quando os empregos oferecidos estão associados a trabalho forçado ou ocorrem em condições perigosas, sem a garantia de um salário digno.

Precisamos medir efeitos (outcome) e impactos, seguindo a lógica de um fluxo de impacto que vai do insumo, das atividades e do alcance (o que costuma ser medido na maioria das vezes) até os efeitos (outcome) e o impacto (raramente medidos ou avaliados).

Foi isso que nos levou a trabalhar em conjunto com a Quantis para a Novartis, avaliando o impacto social de quatro áreas de sequestro de carbono na Colômbia, no Mali, na China e na Argentina. Cada projeto tem suas particularidades. Alguns incluem um modelo de negócio inclusivo com pequenos produtores (Mali e China), enquanto outros focam no desenvolvimento da economia local e na criação de empregos (Colômbia e Argentina).

O impacto desses projetos foi avaliado usando a metodologia de Retorno Social sobre o Investimento (SROI). As categorias de valor consideradas foram mudanças climáticas (o objetivo inicial desses projetos), serviços ecossistêmicos (todos os projetos envolvem o plantio de árvores), criação de empregos e meios de subsistência de pequenos produtores. Os resultados estão apresentados no material que pode ser baixado diretamente aqui (ou no cabeçalho do artigo), além de estarem ilustrados na figura abaixo.

Descobrimos que o sequestro de carbono não foi o principal benefício desses projetos (exceto no caso da Argentina), e que, para cada 1 dólar investido pela Novartis, o equivalente a 7,8 dólares foi gerado em valor para a sociedade. Esses projetos se mostraram positivos para a sociedade, mesmo considerando alguns impactos negativos (uso de combustíveis fósseis, materiais e fertilizantes/pesticidas, entre outros).

Essa metodologia é essencial para informar e melhorar a tomada de decisão, rompendo os silos de pensamento (mudanças climáticas versus outros temas sociais) frequentemente observados na área de sustentabilidade. Os resultados dessa metodologia ajudam a engajar e comunicar com as partes interessadas internas e externas. Também podem sustentar a visão de uma estratégia de impacto líquido positivo para um negócio, além de abrir novas oportunidades de negócio.

Na minha opinião, essa abordagem é bastante interessante, pois desafia o status quo e as ideias pré-concebidas de muitas pessoas. Ela abre a mente para novos pontos de vista, essenciais para tomar decisões melhores, tanto para nós quanto para as empresas com as quais trabalhamos.

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Por Valuing Impact

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